terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um Pseudo Poema ao Sol




O sol primaveril está brilhando, suavemente chegando
em seu diáfano e esplendoroso véu! E no seu eflúvio de
cores nos traz alegrias, vida, flores; aliviando as nossas
dores, são doces bálsamos vindos da infinitude do Céu!

O sol que brilha aquece a alma, nos traz amor e alegria
Nos dá a vida, sustentabilidade, alimentos e renovação.
Seres alados singram os ares em suave magia e me vêm
trazer a Paz, Serenidade, Poesia, Ternura, Inspiração.

O céu límpido tão bonito nos promete um branco luar,
noite estrelada, sonho, poesia, uma voz singela a cantar
os sentimentos do amor, o abandono, anseios, tristeza,
dor, a sublime gratidão na vocação para amar, sonhar!

Dias de sol e jangadas ao mar na suave brisa a soprar
E lá vou eu sobre as águas, os meus cabelos a esvoaçar,
tão leves soltos ao vento, o meu barco singrando o mar
no balanço das verdes ondas, brancas velas a tremular

Lá vai a minha jangada veloz, nas azuis marolas do mar
cortando as fortes ondas, enfrentando o vento a soprar.
A buscar boa aventura junto as brancas, belas gaivotas,
para o peixe pescar. Coco, dendê, pimenta, ai, degustar!

As gaivotas e andorinhas, os beija-flores, os bem-te-vis
As pequeninas rolinhas e mimosos colibris, a se alegrar 
com as chuvas do verão de janeiro à chegar, me trazem
paz, o calor, fantasias, sensualidade e canções de amor.

O sexo, a vida, o sol, as chuvas, o verde e a procriação,
vêm enfeitar a galharia para os doces frutos do verão!
O céu resplandece azul anil, nos traz mistérios sem fim
Dissipa o cansaço, melancolia, bem escondidas em mim

São resquícios das saudades dos meus amores que se vão
Nesse sofrer imprevisível que deixa triste o meu coração! 
O rei sol exibe o verde, exalta o céu azul na luz multicor,
pujança das águas no inverno, primavera beleza da flor!

Mares, rios, fontes, cascatas, cachoeiras deslumbrantes
em forças e belezas mil. A rica fauna, bela flora, me faz
amar sempre mais as férteis terras, lindas praias, deste
meu amado, exuberante, querido, tão cobiçado Brasil!

Os raios de sol "brilham nas vidraças da minha janela"
diz a bela canção. O sol derrama seus raios multicores,
cujos reflexos fulgurantes querem afastar minhas dores
enxugar as lágrimas indolentes de minh´alma, coração, 
que busca ascender à luz, achar a sublime iluminação!

O sol fala de esquecimento, esperança, paz e cooperação
Nos estimula a praticar caridade, misericórdia e perdão!
Sol radioso, tu que me traz a vida, a vivificação; é magia
do arco-íris que invade o meu Ser, aquece a minha Fé, à
me falar de carinho, mudanças, amores, paz, comunhão!

As flores lindas que eu vejo me chamam até o meu jardim
Me dão beleza e perfume, as rosas, as açucenas e jasmins!
O doce cheiro dos lírios, mirras, cajueiros, maturis, belas
Mangueiras e coqueirais que parecem acenar prá mim!...

A linda passarinhada voa e canta com uma intensa alegria
quando ao raiar da madrugada, sua algazarra me contagia.
Cantam fazendo alarde e choram fazendo festa. Eu os sinto
amedrontados, saudades das verdes matas, os doces cheiros
das flores, frutos, folhas macias de belas e densas florestas!

Meus queridos passarinhos se entrelaçam nos ares, se bicam,
se abraçam e se beijam, choram a falta das fontes, ouvir som
dos belos córregos límpidos e cantantes, correntezas dos rios
a deslizar sobre os úmidos vales, serpentear entre os montes

As lindas aves ansiosas, numa balbúrdia danada, voam para
os galhos do esplendoroso arvoredo. Vêm procurar por seus
ninhos que acolhem seus pequenos corpos, guardam os seus
mais singelos sonhos, e escondem os seus íntimos segredos!...

Um entardecer se anuncia onde nas solitárias praias vazias
os jacarés abrem as bocas entre mares, rios e as serranias.
O "Bolero de Ravel" se expande, o sol vermelho se esconde
Forte Velho e a Ilha Bela, Stuart também é uma linda ilha!

A Senhora do Brasil e a Senhora da Guia, e lá além dos doces
igarapés, verdes restingas, se encontra antigo povo, bela Vila!
Todos esses seres viventes a buscarem juntos uma só direção:
Recanto, paz, sossego, e no silêncio da noite enfrentar o medo
Dragões, feios monstros, ilusões, os seus belos sonhos desfeitos
E assim revigorar-se no calor dos braços, achar o aconchego!



Roseleide S. de Farias

Inspiração à um belo "soneto ao luar" de Virgílius



Amei, amei, amei...
O seu " Soneto ao luar " 
Que deixou a minha alma 
Extasiada em doçura, 
Beleza, paixão, ternura, 
Sensibilidade para amar! 

Amantes da lua somos 
E do sol que nos aquece, 
Da chuva que vivifica, 
No amor que fortalece, 
Que fecunda a terra 
E a vida faz germinar! 

Esta lua que nos encanta 
Ao iluminar o firmamento, 
Nos traz sublime alegria, 
Também saudades, nostalgia, 
Melancolia, dor, sofrimento. 

Sobre as ondas o céu derrama 
Os doces raios do luar, 
Inquietando a nossa alma 
Quando à praia vem beijar! 

E eis que um luar fugidio, 
Encantador e calmo, 
Sorrateiro, sedutor, 
Enche minha alma de amor!... 


Roseleide S. Farias de Santana

Pensamentos poéticos à um " Soneto em paradoxo " e " A flor e o espinho "



Brilha o sol entre as nuvens longínquas
Cristais, Cirros, Cúmulos..., Lindas, tão belas!...
Que a minha alma canta, se alegre ou triste,
Sentindo o sopro do vento e a brisa célere

Afaga-me os cabelos o vento gostozo
Imaginando-os pétalas de rosas
Ou outras belas flores,
Que se esmaecem, deleitando-se,
Ao sentir os gentís afagos
Que enleva o coração
Para a compreensão da vida,
Beleza, carinho, ternura,
Explendores!

Ah!..., as flores, rosas especificamente,
Em suas múltiplas e extasiantes cores,
Cujo perfume inebria, sua beleza entontece
As mentes sensíveis e um coração ardente
Amante do belo e rico em amores!

Ah!... as rosas e os pobres espinhos
Pobres, tão pobres, coitadinhos,
Pois tendo ao lado a bela flor,
As vezes tão insensível, coitado,
Não sente seu delicado perfume
Tão inebriante de amor!

A missão do espinho
É proteger e amar a flor
Não tentar espezinhá-la,
Maltratá-la ao espelhar-se,
Exibindo grosseiras emoções,
Levando-lhe decepção,
Tristeza, sentimentos de dor
Pois o espinho não deveria...
" Não machuca a flor "!
ROSAS, especificamente!...

Roseleide Farias

" O Amor "





Já tão tarde... é noite ainda...
E eu te aguardo
No aguardado dos caminhos
Que se esvaem no tempo

A tua presença no meu "eu" constante
Me inquieta, me absorve,
Angustia, queima e me fascina
Nesta ansiedade louca

Este amor tão grande
Deixa minha alma ardente,
Amorosa, alegre, iluminada
E temerosa, fria, ao prever a dor!

Ah!... o amor
Luz de arco-íris e nuvens sombrias
Laços eternos e etéreos
Que nos prendem, envolvem, liberam,
Nos encontros e desencontros da vida

Ah!... o amor
Ânsia de almas que buscam
Algo mais no sobreviver latente
Em um mundo hostil, banal,
Violento, perigoso e venal

Ah!... o amor
Eros, Filos, Ágape,
Símbolos de incêndio na alma
Luxúria, poder, ambição, paixão,
Calor, doçura, luz, ternura,
Doação, partilha, gratidão,
Misericórdia e perdão!

Ah!... o Amor e o Bem
Felicidades, Paixões e Dor
Têm reflexos e cores do arco-íris
Através do sentir nos atos
Em caminhos floridos,
Pedregosos, distorcidos e sofridos
Através dos valores múltiplos
Guiados pelas veredas da emoção

Mas, de forma redentora
Somos estimulados à evolução
Ascendendo à cada nova estrada
Com os pés firmes na terra,
Luz e amor no coração
Tendo os olhos fixos no Céu
Por infinita e profunda vocação!

Roseleide S. de Farias

Poesias, Vôos e Sonhos




Sonhar, sonhar, voar...

Como branca gaivota
Que singra os ares,
Que plana, esvoaça
Acima da terra,
No firmamento azul,
Sobre rios, fontes
E longínquos mares!


Poesias, sonhos,
É a alma em anseios,
Buscando no Céu encontrar
Algo mais do que a Terra
Tem em seus seios,
Alimento, água, pão,
Pedregulhos para dar
E peixes no mar!


Viver é algo mais
Que simplesmente "Ter"
É a alma que busca
Incessantemente achar
Este algo mais para
O meu "eu" insatisfeito:
O Amor, o Carinho,
A beleza da Ternura,
O Perdão, a Alegria
De doar-se e esquecer
Possíveis Ingratidões!...

Roseleide S. de Farias
Neste momento em que escrevo estes simples versos, ofereco-os à SCEP, ( Sociedade Cabedelense de Escritores e Poetas ), Instituição recém fundada em nossa cidade, da qual tenho tido a honra de participar como instituidora, presidente do conselho e presidente da executiva, almejando que a mesma seja sempre iluminada pelos belos e bons propósitos que é levar pão em forma de poemas, às almas famintas de enlevo e ternura! Que nunca esta digna Instituição seja tomada por interesses pequenos de poder, de vaidades, orgulhos, sentimentos mesquinhos e pessoais contra quaisquer companheiros poetas desta ou de outra cidade! Que as portas desta instituição estejam sempre abertas para o BEM, o aprimoramento moral e intelectual do nosso povo, através da poesia seja ela escrita, falada, cantada ou encenada!

Roseleide Santana de Farias



" Meu trenzinho "




Lá vem o trem
Serpenteando sozinho
Tão forte, alegre, gigante,
Cantando pelo caminho!

Já vejo o trem apitando
Por entre os galhos do arvoredo
Sobe serras, desce montes,
Com seu apito fagueiro!

Lá vem o trem, fantasias,
História, passado, futuro,
Crianças, jovens, velhinhos,
Protegidos entre os muros

Passageiros encantados,
Almas buscando carinhos,
Os agitados corações,
Na estação a esperar
Os rumos que a vida dá!

Lá vem o trem, apressado,
Seu grito agudo me atinge!
_"Sou formoso e muito forte!"
E o danado parece vivo...
É como se fosse gente!

_Piuuuíííííí!... Piuuuííííííí!...
Ele diz: _ "Sai daí, gente!...
Sou um dragão perigoso,
Respeite a minha passagem,
Saiam da minha frente!"

Corre, corre, meu trenzinho,
Nos caminhos deste mundo
E vai ver o meu benzinho
Que está distante de mim
Preciso do seu carinho!

Lá vai o trem... Lá vem o trem...
Qual serpente, tão sozinho,
Entre veredas, sertanias,
Flores, encantos, magia,
Chuva, sol, doce alegria,
Por entre rosas e espinhos!

Lá vem o trem...Lá vai o trem!
Meus pensamentos contigo
No percurso do caminho
Pedindo à Deus piedade
E a Sua Força Maior
Que nos proteja querido
Das intempéries da vida
E cuide do nosso amor!


Roseleide S. de Farias

" Almas vagantes "



Somos almas que vagam
Viajantes solitários
No tempo incomensurável
Do espaço infinito
Entre o céu e a terra
Neste mundo sem fim!

Somos centelhas
Deste vasto universo
Receptáculo humano
De Luz Celestial
À caminharmos para Tí,
Amado Rei e Senhor!

Vida!... Vida!...
Rosa viva, pulsante,
Harmônica, contagiante,
Na alegria de SER!

Vida!... Vida!...
Luz que se apaga
Na tristeza infinita
Das efêmeras ilusões!

No cumprimento da Lei
Tudo se transforma!...
Que nas alegrias e
Tristezas transitórias,
Permaneça o " Ideal sublime "
Num calor incandescente
Acalentando novos corações!

Roseleide S. de Farias

*************************///***********************
Interação do poeta Carlos Neves:

Sou alma que desce
Pelas escadas da noite
Pulsante de amor
Não marco o tempo
Nem esforço evolutivo
Conto apenas as vidas
Por mim vividas.

( Carlos Neves )

Com os meus sinceros agradecimentos por sua gentil,
sensível, espiritual e inteligente criatividade poética!

Momentos



Tudo tão lindo, tão calmo,
a brisa sopra, doce e suave
sobre mim!
Sinto a mão de Deus,
seu toque mágico
nas coisas boas e belas da vida!...
Senhor, Senhor!...
Vinde à mim!
Preenche este vazio,
esta sede de amor
e plenitude
que há em meu espírito.
Suaviza esta alma
ansiosa por Tí!
Livra-nos dos descaminhos
e nos fortalece diante
das adversidades
neste pequeno barco que sou eu
vagando em meio
às tempestades da vida.
Não me deixai perecer,
naufragar
com seus pequenos tripulantes.
Nós, peregrinos da terra e do mar,
tais as longínquas estrelas do céu
e os grãos de areia aos nossos pés,
também pertencemos ao teu
Universo infindo!...
E somos parte de TÍ!...

Roseleide S. de Farias

A Rosa Azul

" À Resistência "




São muitos os momentos
que durante o caminhar
no percurso de uma vida,
deixa muito a desejar!
Quem sou eu!... Quem és tú!...
A resposta estará
na sublime resistência
ou fraqueza no lutar!
Almas que se vendem,
consciências que adormecem,
espíritos que enfraquecem,
limitados no sistema
que o poder estabelece!
São tantos ódios, discriminações,
perseguições, violências,
indignações, desafios,
mágoas, medos, opressões,
enchendo os corações
das gentes ansiosas
desesperançadas, carentes,
mal amadas, sofridas!
Não fossemos nós, os humanos,
limitados, tão mesquinhos,
egoístas, prepotentes,
encontraríamos o Caminho
de Paz para a nossa Gente!
O Caminho!?... Nós o conhecemos!...
É sensibilidade, respeito,
Fraternidade, Justiça,
Igualdade entre os homens.
É o espírito da Liberdade
clamando, buscando pelo Caminho
o calor, o aconchego, vindos
do Amor Maior tão etéreo
na Divindade Suprema,
através de Nós, de Vós
e dos Outros!


Roseleide Santana de Farias

Momentos de Meditação



Meu Senhor e meu Deus
Tão belo e infinito
é o teu mundo,
longe do alcance
das minhas mãos.

Estranha esta melancolia
que invade a minha alma!
Esta saudade incontida
do meu “eu” maior
que está ausente, distante,
em teu maravilhoso mundo,
tão cheio de Amor,
Harmonia e Paz!

Ansiosamente,
busco a cor púrpura
no azul celeste do teu Céu!
Ouço a canção do vento
na brisa doce e suave
que acaricia os meus cabelos,
neste lar que me destes!

A bruma e o murmúrio do mar
falam-me de Ti,
do teu imenso amor
e que Tu olhas por mim!

O brilho ofuscante das tuas estrelas
fala-me de esperanças,
na terra, infinidade do teu mundo
e que não desperdiças
sequer uma gota de orvalho
da pétala de uma flor!...

Ajuda-me, Pai querido!...
Sede, meu guia, meu Mestre.
Invade-me, transporta-me, molda-me,
mergulha-me em teu seio,
o Lar Cósmico de onde viemos,
para onde voltaremos,
no teu Tempo de Deus!...


Roseleide S. de Farias

Navegar






















Navegar é preciso
Assim dizia o poeta
Viver também é preciso
Em harmonia, ternura, alegria
Garantindo os sonhos, as fantasias
A alma espera em suave melancolia
Respeitando os humanos sentimentos.

Roseleide S. de Farias

CABEDELO

















Cabedelo, pequeno cabo, eis o seu nome
A minha paisagística península portuária.
Bela e " Formosa ", também é a minha praia,
Em altos relevos de alvas areias, curvilínias,
De caminho pelo rio que busca abraçar o mar.
E o perfume de flores entre folhas verdejantes,
Linda e exuberante, sob a brisa apaixonada e
O sol radiante, que os pés lhe vem beijar!

Roseleide S.de Farias
10/2008

Acróstico à um amigo imprudente




















Meu bom poeta, impulsivo, inexperiente amigo!
Em cima do muro, sei, não podemos ficar. Mas,
Uns conceitos, exemplos, quero e posso te dar.


Porque sei, é bem mais fácil e comum o julgar!
O pequeno, médio, grande, na ciranda da vida,
Bem viva, sempre no tempo, nós iremos estar,
Retendo mágoas, rancores, aí não quero ficar.
Escuta o meu grito, canto livre, e vem sonhar!


Amando, cantando, poetando, sei, deveis ficar.
Mensageiros do Bem seja o meu, nosso papel,
Inspirados na arte, na sua magia, deixemos os
Gritos da construção, da renovação. Busqueis
O BEM com propostas de belas e sábias ações!


-Roseleide S. de Farias-
20/04/2011

Poesias, Voos e Sonhos



Sonhar, sonhar, voar...
como branca gaivota
que singra os ares,
que plana, esvoaça
acima da terra,
no firmamento azul,
sobre rios, fontes
e longínquos mares!

Poesias e sonhos,
é a alma em anseios,
buscando no Céu encontrar
algo mais do que a Terra
tem em seus seios.
Alimento, água, pão,
Pedregulhos para dar
e peixes no mar!

Viver é algo mais
que simplesmente "Ter"
É a alma que busca
incessantemente achar
este algo mais para
o meu "eu" insatisfeito:
O amor, o carinho,
A beleza da ternura,
O perdão, a alegria
de doar-se e esquecer
possíveis Ingratidões!

Roseleide Santana de Farias

Acróstico à Maraysa




















MARAYSA, este é o teu lindo nome
Alguém no céu e na terra, eu creio,
Refletiu em tí a beleza e o encanto,
A transparência cristalina das águas
Y a poderosa força do misterioso mar.
Somente te desejo parabéns e saúde,
Amor, felicidades para o Céu te enviar,
Alegria e doce paz no teu viver e amar!

Feliz aniversário – 09/06/2011
Roseleide S. de Farias (vó paterna)

"Meu aniversário"



Minha vida é uma estrada que é perene
Percorrida entre os espinhos e as flores
Rica nas doces alegrias e aflitivas dores
Unindo-me à esperança de estar contigo

Aqui ou mais além, na terra ou nos céus
Eis o néctar divino, tem o sabor do doce
Mel, meigo, intenso e apaixonado, amor
Harmonioso, paciente. É forte, tão terno

Verdadeiro “mensageiro da paz”, sejas
No amor, e estejas conosco, à seara do
Bem! Sejamos aquecidos nesta Energia
Divina que traz luz, o amor, a redenção

Sublime é um coração que busca suave
Luz; animados e felizes, com as Graças
Do Céu, cheios de esperança e serenos
Diante dos males e vendavais da Vida!..

Vida!... tão inconstante, forte e efêmera 
Vida!...que enriquece as almas em ciclos
Vitais, traz ação necessária à Vitória e o
Aprimoramento,Transcendência e a Paz!

Roseleide S. de Farias

Anoitecer





AMO esta brisa que suavemente a
Noite traz, tão serena, bela e doce
O mágico mistério à nos envolver!
Irradiantes, as cintilantes estrelas
Tecem o profundo e cálido silêncio
Em que mergulha os corações. Um
Corpo, alma, espírito tão cansados
Espera um amor vençer a solidão e
Repousar serenamente. E ser feliz!

Roseleide S. de Farias

Abertura do blog



" O principal objetivo deste blogger, é tentar levar à você a poesia que é sensibilizadora ao coração humano, vir nos ajudar a despertar cada vez mais, às belezas e as bênçãos maravilhosas recebidas, sermos gratos ao milagre da vida trazida até nós pelas forças celestiais, visíveis ou invisíveis ao nosso olhar, e buscarmos estar em comunhão com Deus, através de tudo e com todos deste universo infindo."
 - 

Roseleide S. de Farias

Á GAIVOTA E AO CONDOR



A manhã veio iluminada por um sol radiante, e branca

Gaivota voa alegremente sobre o mar, a expandir sua
Alegria, fé, carinho, fantasia, esperança e terno amor.
Invade-lhe o peito a serenidade de estar no ar, assim
Voando. Plana, mergulha nas ondas, os gritos alegres
Olhar arguto, ansioso, apaixonado! Sua alma amorosa
Teima em encontrar o amor pleno e ultrapasse limites
Além do infinito céu, continentes e o grandioso mar!...

Entre nuvens brancas, surge belo, magestoso condor!

Audaz, veloz, cuidadoso, paciente, poderoso, tão terno
Oscila tão leve, tranquilo, imponente, belo, no céu azul.

Com as grandes asas abertas o magnífico quer mostrar
O universo infindo, a promessa eterna, vida plena, que
Nas mãos preciosas de Deus a gaivota há de encontrar
Dádiva preciosa que busca, além do céu, do mar! E diz:
O amor é o caminho mais curto para a felicidade achar!
Distribua as bênçãos vindas dos céus, da terra, do mar!

Roseleide S. de Farias
–10/02/2011-

Um soneto à Natureza


 
 Bendita seja a arte expressada através das tuas santas mãos!
Benditos sejam estes teus lábios que transmitem um coração
 Embevecido no amor, ternura em poemas, canções e orações
  Elevando nossa alma ao belo e a vivermos como bons irmãos.

Não deveria os humanos agirem com tais sentimentos toscos
 Pois se eles nos destroem, nos aniquilam, também aos outros
 Ferindo cruelmente a mãe natureza, tão encantadora e afável
  Rica, produtiva, maravilhosa e acolhedora. Mas, é tão temível!

  Todo o universo clama por perfeita harmonia, a alegria, o amor
  Equilíbrio e respeito, a paz entre todo ser humano desta Terra,
Cooperação mútua na diversidade dos demais seres viventes!

 Busquemos os frutos da vida, o perfume, a doce beleza da flor
 Absorvamos essa luz, energia divina que em todos se encerra,
 Invade, aquece na dor, os corações que de amor são carentes.

- Roseleide Farias -
-12/ 2010-

Luar em Festa de São João





É noite de luar... cintilam estrelas no céu
E a brisa do mar refresca a nossa mente
Elas fazem apêlos pra alma, doce alegria
Nos Incendeia e toma conta da gente!...

Este rítmo quente, a balançar meu corpo,
Me esvoaça os cabelos, alegra o coração.
Música é sol que me aquece, é o arco-íris
Que surge, em imenso, fulgurante clarão.

Oh! vem querido, vem aquí comigo dançar
Ao redor da fogueira, eu quero te abraçar.
Aquí, nesta praia ou outro lugar, nós, bem
Juntinhos, acender a paixão, nesta bela e
Enluarada noite das festas de São João!...

Roseleide S. de Farias 
-Maio de 2002-

Acróstico à Rosa Maria



ROSAS, tens neste teu lindo nome, e
Ostentas amor, alegria, a vivacidade.
Seguistes pela vida, oh, querida irmã
Amando, brigando, perfumando, nas

Manhãs da Vida e que nos impulsiona
 Ao progresso evolutivo e à verdade!...
  Rimos, porque "Lian" foi um teu nome,
 Impregnada pelo véu de maia e sonho
 Amante sempre tu fostes da bondade!

Roseleide S. de Farias.
-21/10/2010-

Acróstico às " ÁRVORES "



Árvores abençoadas, vocês são minhas boas, fiéis companheiras. 
Sei que me amam também vos amo! Minhas irmãs, sois vida, beleza.

Árvores amigas que me dão com carinho os doces frutos dos seus 
Ramos, férteis entranhas. O salutar ar que expiram, a sua agradável
Verde sombra que nos protege. E na Terra se revolviam, já nasciam
Onde sequer existíamos. Vertiam a seiva e a clorofila, absorviam o 
Repulsivo gás venenoso, devolvendo puro oxigênio, bom alimento 
Essencial para fazer pulsar meu corpo. Mães amorosas, que ao vir 
Servir-nos, sublimam o existir de todos os Seres, no ciclo da VIDA! 










Roseleide S. de Farias 
-outubro- 2011-

Filho meu



FILHO MEU, esta saudade tão incontida
Me dói a alma e entristece meu coração.
Não estares sob os meus olhos e ternos
Cuidados, carinhos, me angustia a alma 
Pois sei que a luta árdua, sofrida, pode
Adoecer o espírito e trazer dor, aflição!

Meus pensamentos em oração, à seguir
Sempre contigo, te buscam pelas terras
Longínquas e rogo à Deus em oração, a
Proteção, Luz, Paz, Saúde e Amor, para 
Nossa família. Felicidades à nossa Terra,
Para tí, netos, e ao teu bondoso irmão!..

Lembranças antigas gravadas no tempo
Que trouxe chuvas, ventos, sol, noites e 
Meses sob as brisas marinhas, trazem a 
Marca das Estações. Falam de mistérios
Insondáveis a tecer a dor à minha, à tua 
Vida, sempre tão ausente em meu viver!

O meu conforto é a nossa Fé no Deus
Que é PAI e tudo vê e provê em tempo
Certo. Esse " tempo " que não é o meu,
Um " tempo " que não é o teu. Mas, que
É o Tempo programado nos céus. E que
Vêm das mãos do nosso Divino Deus!...

Que os Céus te cubram com as Bênçãos
Maravilhosas vindas dos Céus, filho meu!
E a todos a quem amas e zelam por ti, eu
Entrego à proteção das forças celestes, e
Luz dos anjos, guias, mestres, vindas das
Meigas mãos do nosso Senhor e DEUS!


Roseleide Santana de Farias
-20/09/2010-

POEMA À UM AMOR PERDIDO




Já se vai tão distante o nosso beijo e o abraço
Que selaram esta tão grande e eterna amizade
Duas almas gêmeas e tantas belas afinidades:
Sentimentos, convicções, fé, posturas na vida,
Parecíamos ser isentos de qualquer maldade

Nos primórdios dias de 1982, sorrimos juntos.
Os nossos corações ansiosos se encontraram
Carinhosas cartas e cartões, mimos trocados, 
Através de terras distantes por onde passavas
Belos países, longínquos continentes e mares

Era uma bela manhã radiante de sol, brisa, mar
Quando enfim tu viestes ver-me e me encontrar
Meu mundo alegrou-se, te vi tão elegante chegar
O braço dado à boa, querida, amável tia Palmira,
No meu lar materno que tão gentil me abrigava

Na minha "Praia Formosa”, em Cabedelo-Paraíba
Lembro "Baía Formosa”, luar, teu recanto de Paz,
A tia Beleza iluminando o nosso caminho a trilhar
E as estrelas cintilando na magia de te encontrar
Almas sinceras, amorosas, carinhosas a se amar

Um entardecer nos acolhia na branca areia macia
Deste tão lindo lugar. Na minha praia bonita, senti
Doce sabor do vento úmido pelas gotinhas do mar
Ao esvoaçar meus cabelos, o vento trazia as vozes
De crianças por entre ondas à brincar e me chamar

Enternecido sorrias, me olhavas, sentados à beira-mar
Ouvias crianças gritar, as infantís vozes se confundiam 
Ao som do bramido das ondas, doces sussurros do mar!
E sem ficarmos sós, eu lamentava meus alunos ali estar, 
Ecos à me dizerem: "Professora, perto de nós deves ficar”

“Vem para perto de mim, diziam as vozes assim”
Como em suaves lamentos, anteviam o meu sofrer
As belas ondas quebrando na areia morna à morrer 
Gritavam:“Escuta o canto das aves, alegria aqui acaba,
Tal o triste Marulhar das vagas, grito febril da gaivota
e as brumas perdidas do mar”

Era uma noite tão mágica em nossa Baía Formosa
Os violões, seu, do primo Waldir, soavam as belas
Mágicas notas musicais, melodias alegres de Paz!
Estávamos tão felizes! Tudo tão lindo, encantador.
Eu cantei “La Bohème” e outras canções de amor

A vida tem seus mistérios que eu não sei explicar!
Vem com a força das águas, a correnteza dos rios,
E tristemente se vai para as profundezas do mar.
Muda percursos planejados ao amor e a felicidade
“E o riso transforma-se em pranto, tristeza demais"

As doces e saudosas lembranças ainda me chegam, 
Junto a gratidão e o carinhos de todos ter recebido.
Mas chega também a dor por seguir caminho sofrido
A sensação ao perder-te chega ao meu pensamento,
Tristemente ví o belo sonho virar espumas ao vento

Assim nas brumas escuras da vida, tudo se perdeu
Águas muito turbulentas, inexplicáveis, esquecidas
Senti o nosso amor perdido, abandonado e trocado, 
Por um amor mais recente que te atraiu e absorveu
No Rio. Um Cristo de braços abertos, sereno, só teu!

Trinta anos se passaram na trilha desse nosso viver
Segui meus caminhos diversos e opostos aos teus.
Imagens aqui me chegam de mansinho feito um filme
Vejo-me contigo, pés descalços pela praia a caminhar,
Gaivotas a gritar, dunas de areia, céu azul, o belo mar

Hoje lamento, aqui choro por tão belo amor perdido
Sofro!!! Soube que partiste deste mundo tão sofrido!
Já não viajas pelos mares ou continentes distantes 
Viajas pelo céu a te confundir às estrelas brilhantes,
Longínquas paisagens celestes e a lua como amante

Te amei e te senti nas cartas fraternas cheias de luz...
Corações sofridos, guiados pela Fé que nos conduz.
Ela aquece almas, nos dá a ética, bons sentimentos,
O “eu” contido nas fibras dos nobres pensamentos 
Corações amantes, não fizeram da vida um tormento

Que nas paragens longínquas do celeste azul do céu
Jesus e Maria, os guias e mestres nos possam ajudar
Fostes estrangeiro na terra e um bom marujo no mar
Agora és viajante das estrelas; eles, tu irás encontrar, 
Que iluminem o caminho que ainda precisemos trilhar

Creio que a vida não termina pela passagem da morte 
Se a vida aqui é breve, talvez lá tenhamos mais sorte. 
O “Tempo” sempre é maior. Quem sabe, querido meu
Tenhamos bom merecimento de sob a luz das estrelas, 
Lindos raios do luar, possamos nos encontrar em Deus.


Roseleide Santana de Farias
novembro de 2011 (dois meses depois de sua morte física)