terça-feira, 14 de outubro de 2014

CONTEMPLAÇÃO



O meu céu está nublado, cor de chumbo
Meu sol antes brilhante, se foi tão fugidio
Vejo as nuvens fechadas, os nimbos no ar
E grandes promessas de chuvas à caírem.


Sob o céu as nuvens passam tão ligeiras
Levadas pelos fortes ventos como açoite
Para mitigar a sede daqueles que sofrem
Rogo-lhes vão aos sertões, mais ao norte


As palmas dos coqueirais e as plantações
Gente, animais, são todos nossos irmãos,
Que agradecem refrescados pelos ventos
E mansas ou fortes chuvas quando caem


As nuvens, os ventos e as chuvas, descem
E elas em festas, caem como densos véus
Me encantam, me assustam, sons, trovões
Os relâmpagos clareiam as águas dos céus


Enternecem-me os vermelhos telhados que 
Abrigam almas, famílias, crianças e sonhos
Procuram o conforto, a segurança dos lares
Fugindo ao frio, o medo e o cruel abandono


O sibilar dos ventos balançando as árvores,
Os meus cabelos, jardins, quintais, pomares 
Os belos coqueiros, as árvores, minha terra
Banhados pelas chuvas, os rios e os mares.


Os passarinhos se aconchegando nos ninhos
Raros são os seus voos ou o seu belo cantar 
Nos sertões, seres viventes rogam por chuva
E os benefícios, as bênçãos que a chuva traz


Seria o fim da dor, da fome, seca, desolação!
Se alguns sofrem por ter chuvas em demasia
Ao sertanejo sofrido, é vida plena, renovação
Para o camponês é fartura, satisfação, alegria


Roseleide S. de Farias 




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V

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Fevereiro / 2012

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